Google+ Dom Casmurro, de Machado de Assis ~ Cacau dos Livros

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O que falar de Machado de Assis? Dizer que foi gênio, escreveu grandes obras, que imortalizou personagens muito bem descritos é lugar comum. Todo mundo diz. Garanto, no entanto, que não imaginam o que vou dizer agora: Dom Casmurro é...digamos...chaaaato! Pode ter sido um marco, entrou para a história da literatura, mas eu não o indicaria. Blasfêmia? Desculpem, mas é a mais pura realidade. É difícil me colocar na pele dos leitores da época em que o livro foi escrito, por volta de 1899,  portanto pelo status que ele alcançou, imagino que teve boa acolhida e que falava a linguagem do momento, coisa e tal. Transportando para a realidade atual, me perdoem, mas não consigo, por exemplo,  imaginar um adolescente lendo espontaneamente um clássico desses.Não me entendam mal, no entanto. Achei o livro cansativo, mas creio sinceramente que seja importante para a formação de um jovem leitor que possa passar por vários gêneros de livros, de todas as épocas, conhecer os clássicos. A leitura amplia horizontes, sempre, e não tira pedaço. É uma leitura especial, diferente da que os adolescentes gostam, mais ágil, cheia de personagens fantásticos, entretanto é importante para formação cultural do leitor. É preciso conhecer Machado de Assis tanto quanto conhecer Beethoven. Pode não ser seu estilo de música preferido, mas você tem que conhecer, até para poder fazer a crítica.
O livro trata das reminiscências de Bento Santiago, ou Dom Casmurro. Bento, que narra a história, conta como se apaixonou pela vizinha Capitu, pelos seus "olhos de ressaca", também como quase se tornou padre em razão de uma promessa de sua mãe e como conseguiu fazer com que ela "trocasse"a promessa com a ajuda de um "agregado da casa", permitindo assim que ele casasse com a amiga de infância.. O livro transcorre nessa lentidão, na descrição da vida do casal, suas amizades,  e termina com a separação de Bento e Capitu em razão de uma possível traição por parte desta. A questão final é: Capitu traiu ou não traiu o marido? Há um filho, mas ele é ou não é de Bento? Os olhos do menino se parecem muito com os olhos de um amigo de Bento. Seria sinal realmente de traição ou não passaria de uma crise de ciúmes do protagonista?  Tudo é narrado de forma simples, sem gerar grandes emoções em quem lê. Pelo menos em mim.  Leia você também e depois me conte!
Autor: Cláudia Mester

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